sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

New Year!

Eu gostaria de fazer um texto muito bem elaborado, porém confesso que estou com um sono dominador. Essa vida de dormir tarde e acordar tarde... Sei não, viu? Mas, enfim, de qualquer forma, prometi que viria desejar um Feliz Ano Novo para todos.

Pois então, desejo que 2011 seja um ano cheio de amor, paz, bênçãos; cheio de encontros e paixões; cheio de saudade e reencontros; cheio de esperança e fé; cheio de sonhos e realizações; cheio de sorrisos e diversão. Mas também desejo que, em cada obstáculo, nunca esqueçamos que há alguém maior olhando por nós. E que Ele sempre sabe o que faz e não vai nos abandonar. Se acreditarmos, Ele tudo pode. Então, o meu desejo final, é que nos joguemos de cabeça no novo ano que começa, sabendo aproveitar todas as falhas e acertos para um amadurecimento melhor.

Portanto, seguremos na mão de Deus e vamos, sem medo de sermos felizes.
E não desistamos da felicidade. Nunca. Pois ela também não vai desistir de nos encontrar.

Feliz Dois Mil e Onze!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

- Me dê um motivo,

apenas um, para não desistir de tudo agora mesmo.
- Fácil! - respondeu-lhe - Vocês se amam.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Não quero nada.

- Olha - ela apontou para cima, sorrindo como uma criança - A primeira estrela do céu. Faz um pedido!
A mão dele, que estava entrelaçada na dela, fez uma pressão maior entre os dedos, fazendo-a olhar para ele, que também sorria como se só existissem os dois.
- Um pedido... - ele a encarou, pensativo - Não quero nada.
Ela olhou-o, incrédula.
- O que mais eu poderia querer se você está aqui comigo? - concluiu.





("Hum, está andando, acho que é um avião!" hahaha. Post dedicado a você, Mari.)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Refletir sobre o que passou é um dos melhores jeitos de se descobrir. Quer dizer, há aquele famoso ditado que "quem vive de passado é museu". De fato, se for levar em consideração sempre as coisas ruins. Não é o caso agora... Além do mais, é bom tirar das situações mal resolvidas alguma lição (ela sempre existe!).

Começando pelo começo mesmo, dia primeiro de Janeiro. Reveillon maravilhoso, fogos maravilhosos, amigos maravilhosos e ele. Nos envolvemos, me apaixonei e achava que era recíproco. Não era. Me ferrei. Decidi esquecer. Fiz o blog, que foi a fuga para todos os meus problemas. Alcancei mais gente do que eu pretendia. Comentários lindos, pessoas lindas e mais e mais vontade de continuar. Lutando para esquecer, fazendo textos e mais textos. Aulas, amigos. Me afastei de uns, encontrei outros. E esses outros não substituíram aqueles, mas foram uma grande parte do meu ano. O blog estava bombando e eu fazia o que eu mais amava no mundo. Esqueci. Me cansei de esquecer. Provas, primeiro ano, tudo novo. Me dei mal em física e em matemática. Férias. Fiquei quatro meses sem gostar de ninguém e surtei. Tive a festa de quinze anos mais maravilhosa do mundo. Chorei horrores, ri horrores. Festas, amigos, danças. Vontade de viajar. Sem viagem. Meio de Julho, conheci alguém. Me apaixonei, fui correspondida. Não desgrudei mais (e nem pretendo). Comecei a abandonar o blog lentamente e me culpava cada vez mais por isso. Saudades me consumindo. Tentei conciliar saudades e colégio, tarefa difícil. Me esforcei muito para passar em matemática. Saudades me consumindo. Meu tio faleceu. Tristeza, carência e mais saudades. Passei em matemática e em física. Passei direto. Férias. Aproveitei meu tempo para fazer mais textos. Consegui. Escrevo mais, aproveito mais a minha casa, minha irmã e minha mãe. Ahhh, esqueci de uma coisa: comecei a namorar. É. À distância mesmo, mas... o que importa? Textos, textos e mais textos e agora estou aqui.

É, foi o resumo do resumo do resumo. Mas estou feliz. Dois mil e dez não foi um ano muito bom, na verdade, mas deu pra aprender várias coisas. Me afastei de muita gente, conheci muita gente nova, resgatei amizades muito antigas... Não foi de todo ruim. Agradeço todos os dias por ter os amigos que tenho, pelo meu blog, pelo meu namorado lindo. E, principalmente, por existir, por poder sentir e viver todos os momentos e todas as emoções, porque, sem elas, isso tudo não existiria. Fico extremamente feliz por hoje ver 43 posts por aqui. E não vai parar por aí... Não vai. Esse blog me proporcionou o esquecimento, o alívio, a alegria e eu não seria capaz de abandoná-lo por nada. Obrigada a todos que me acompanharam até aqui e que continuarão me acompanhando. Não seria nada sem vocês.
E, por último, feliz Natal a todos. Ainda pretendo postar aqui antes do Ano Novo, mas, caso não dê, feliz Ano Novo. Que 2011 supere 2010 a cada dia e que seja um ano abençoado para todos.

Obrigada de novo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Construção

"(...) E mesmo que eu ache que essa frase [eu te amo] ainda é pouco diante de tudo que eu sinto por ele, é ela quem melhor consegue expressar meu sentimento. E é como se eu quisesse dizê-la a todo o segundo, só pra, cada vez que eu disser, ele ter certeza que eu o amo mais do que há um segundo atrás e menos do que no segundo seguinte.
Acaba ficando chato (não para mim!), meloso, mas, sinceramente, eu não ligo. Tudo que eu desejo na vida é amá-lo e ser amada por ele... O que mais eu poderia querer além de vê-lo expressar esse amor? Nada. Não há nada que eu goste mais do que ouvi-lo dizer que me ama, que quer ficar comigo para o resto da vida, que eu serei sua futura "marida" (...) e por aí vai. Demonstrações de afeto, de carinho, que não me cansam e, sim, me estimulam a continuar, cada vez mais, conservando isso. Porque acredito que amor a gente constrói um pouquinho mais com o passar do tempo e a construção só é válida se esse amor for expressado porque senão fica estática e derruba-se com qualquer onda que venha."

Dezembro/10

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Olhos azuis

"Aqueles olhos me encaravam como se quisessem me descobrir, despindo-me lentamente. E eu não sentia vergonha alguma: queria ser desvendada por eles.
- O que foi? – perguntei-lhe, sorrindo mais do que o momento permitia.
- Nada... Gosto apenas de te ver – ele suspirou, constrangido, antes de continuar – Gosto de ter observar; ver cada reação que você tem aos meus olhares, ao meu sorriso. Não te olho somente porque você é linda. É apenas porque amo o jeito que você levanta as sobrancelhas, tentando adivinhar o que estou pensando; o jeito que você sorri ou quando leva as mãos à frente da boca para soltar uma gargalhada; o jeito que seus olhos brilham quando você me vê e como você ajeita os cabelos o tempo todo para que eu te elogie... São essas coisas que pra você podem não fazer a menor diferença, mas que me obrigam a agradecer todos os dias por enxergar e por poder sentir.
Eu não sabia o que dizer. Ele sempre fora fofo comigo, mas não tanto. Seus olhos azuis brilhavam mais do que o normal e esbanjavam uma sinceridade que eu desconhecia, mas estava amando conhecer. Ele ainda me observava, esperando uma resposta e eu levei minhas mãos até seu pescoço, abraçando-o e oferecendo-lhe meus lábios. Ele segurou em minha cintura e sussurrou, arrepiando-me:
- Quer saber o que estou pensando agora?
Eu assenti.
- Que você deveria saber que... – pausou, fitando-me por alguns segundos – eu amo você.
Beijou-me."

-
Esse post é dedicado a todos aqueles que sabem da minha paixão por olhos claros. E também àqueles que compartilham da mesma paixão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É urgente!

Senti uma vontade imensa de comunicar a todos que há quatro meses eu sou a pessoa mais feliz do mundo (completando esses quatro meses hoje, own).





Obrigada pela atenção.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Zero, parte 2

Hoje é trinta de novembro, último dia do mês e me desesperei ao ver que novembro não possuía nenhuma postagem. Desesperei mesmo, pensei sem parar em alguma coisa, por pior que fosse, para postar. Porém não achei. Não vou dizer que abandonarei o blog e que não postarei nunca mais, mas é que ultimamente está difícil. E o pior é que eu não sei dizer porque. Inspiração eu não tenho mais... Também não direi que parei de escrever. Não. Ainda escrevo, mas são coisas tão minhas que não me vejo escrevendo-as aqui também.
Eu não parei de fazer o que eu amo, porém dei uma reduzida nisso por aqui. E, sinceramente, não gosto disso. Mas o que posso fazer? Não posso me obrigar a postar, porque é aí mesmo que não sairá nada. Eu espero muito que isso só seja uma fase e que daqui a pouco passe e eu volte a todo vapor.
Peço desculpas sinceras às pessoas que esperam por uma postagem minha e que comentam, que pedem. Sou extremamente grata a vocês e tomara que possam me desculpar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ele foi embora.

Mas não no sentido literal de "ir embora", não como se nunca mais fosse voltar. Mesmo assim, ele foi embora. Pode não ter sido sem dar explicação, porém a tristeza se fez presente. Ela sabia desde o início que iria ser assim: um dia ele iria embora. Assim como, no outro dia, ela iria embora também. O que ela não imaginava era que essa fato ocorreria tão cedo, parecia tão pouco tempo pra ele deixá-la, parecia que não havia tido tempo o suficiente para nada, apenas para se apaixonarem.
Apenas uma certeza restou: o amor que os dois nutriam um pelo outro. E isso foi o bastante para que ela esperasse seu retorno; para que ela contasse os dias, as horas, os segundos para vê-lo novamente; para que ela sonhasse com ele todos os dias; e, mais ainda, para que confiasse nele durante todo o tempo que passariam distantes.
Ela sabia que a saudade viria, mas não que seria com tanta força. A cada dia mais passou a desejá-lo ao seu lado, a ver seu sorriso, a ouvir sua voz, a sentir o seu perfume. E, por mais que algumas dessas coisas fossem possíveis devido a tecnologia, não bastava. Nunca bastaria. Nada substituiria seu toque, seu abraço, seus carinhos... Ela sabia que iria ter que suportar muita coisa, mas às vezes se pegava pensando "por que tudo tem que ser assim?", aí percebia que estava dramatizando demais, já que, pelo menos, havia encontrado o amor da sua vida.
Uma das únicas coisas que ela tinha certeza era de que ele era o amor da sua vida e isso não requeria nem explicação. Simplesmente tinha acontecido e a certeza de que eles teriam uma longa jornada juntos pela frente só era mais uma prova do amor dos dois.
Às vezes ela sentia vontade de largar tudo e correr ao seu encontro, porém sempre tinha algo que a impedia. Ela não podia abandonar tudo e juntar-se a ele, não era justo. E nem era possível. Existiam vezes em que ela se achava egoísta por estar chateada por tão pouco enquanto tanta gente precisava de mais.
Também tinham momentos em que os dois eram colocados à prova, algo como uma experiência para ver se o amor deles resistiria, e eles eram obrigados a passar dias sem se falar por uma simples falta de crédito ou problema no telefone. A partir daí, surgiam dúvidas nela, como "será que isso não está cansando? Será que é mesmo para acontecer?", mas depois de um segundo vinha a resposta: sim, isso é mesmo para acontecer. Se não fosse, ele não tinha aparecido e muito menos a feito feliz.
Passaram-se quase três meses e, dia após dia, a saudade aumentava, porém ela sabia que isso era apenas consequência da distância - que não interferia em nada no que os dois sentiam. Ela viveu momentos tristes em que as saudades foram maior do que ela achava que podia suportar. Mas suportou. Suportou porque o amava com todas as forças. E era feliz só pelo fato de amá-lo. A distância, as saudades e tudo que, alguma vez, os fizeram tristes, existiam apenas pelo fato de se amarem demasiadamente.
Portanto, enquanto não se viam, esse amor bastava. Bastava para dizer-lhes que não seriam capazes de deixar um ao outro. Nunca.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pureza e sinceridade

Existem poucas coisas que me deixam realmente feliz. Mas, sabe, feliz mesmo...fazendo coisas como sorrir o tempo todo, sem motivo algum; falar com uma empolgação extraordinária sobre algum assunto. Enfim, são poucas as coisas que me fazem sorrir como se não existisse nada para me entristecer.
Uma delas é o sorriso de uma criança. Não há nada mais recompensador do que o sorriso verdadeiro de um pequeno. De alguém que só quer receber carinho. E, quando damos carinho a ele, a sua forma de nos agradecer é sorrindo.
Existe coisa mais linda do que alguém sorrindo de gratidão? Sorrindo verdadeiramente? Porque, no mundo em que vivemos hoje, sorrisos verdadeiros estão em falta. E não há nada mais sincero do que sorriso de criança embalado por olhinhos brilhando.
Me faz tão bem ajudar, divertir, brincar, poder fazer com que ela (a criança) sorria nem que seja por pouco tempo. Nem que seja por um ou dois minutos. Esse sorriso marca que eu estive ali e que eu ajudei naquela felicidade momentânea; aquela felicidade que pode até não durar muito, mas é essencial. Qualquer criança quer ser feliz, brincar, viver. E quando proporcionamos essa vivência às crianças, quando suprimos essa necessidade de carinho, o que elas fazem? Elas sorriem. E por quê? Porque fizemos bem a elas.
E elas, com toda essa pureza presente em um sorriso, fazem bem a gente também.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Amor e tempo

Entre discussões, conversas e algo que parecia mais uma terapia de grupo, eu fiquei pensando em como poderia começar um assunto como esse por aqui.
Falar de amor é muito difícil, engloba diversas coisas, e eu tive que recorrer a muita Clarice Lispector e muito Luis de Camões para conseguir escrever. Ainda mais porque ando com um bloqueio quanto a isso... mas é um assunto só para mais tarde.
Quando me perguntam o que é amor, eu só posso responder "não sei". Não sei mesmo... ainda não descobri. Acho que passa de algo que os filósofos definiriam como "um sentimento influenciado por coisas externas", eu penso que isso é muito pouco. Amor vai muito além do que qualquer pessoa possa dizer.
Então me perguntam "Você já amou?" e eu digo "Já". Aí então fica aquela dúvida: como você sabe que já amou?
É simples: eu não sei, só senti...
Outro conceito interessante e com poucas respostas a respeito é o de tempo. Tempo é muito relativo, dizem. Mas relativo como? Cada um vê o tempo passar de um jeito. Costuma-se falar que quando queremos que algo chegue logo, o tempo passa mais devagar e quando queremos que algo não se acabe, o tempo passa muito rápido. Mas, na verdade, o tempo está passando do mesmo jeito. Isso que nós sentimos chama-se tempo psicológico ou, como diria o meu professor de Português, tempo do coração.
Com isso, eu concluo que amor e tempo estão sempre de mãos dadas. Porque, quando se ama, a vontade de estar junto é sempre maior, fazendo com que o tempo se arraste para esse encontro acontecer e passe assustadoramente rápido quando ele ocorre.

Entrando em um assunto ainda mais profundo...
O que acontece com o tempo quando alguém vai embora? Ele se alooooonga... ainda mais se soubermos que esse alguém vai voltar. E vai voltar só pra nos fazer feliz. Aí sim o tempo - aquele sacana - se estende mais ainda. Parece uma brincadeira, de péssimo gosto, mas é assim. Infelizmente é assim e, por isso, sinto-me obrigada a escrever um historinha que revela muito sobre essa relação entre amor e tempo.

"Eu aprendi, aos poucos, a ser muito feliz com você. E, aos poucos também, a criar em mim uma necessidade enorme de te ter por perto, me olhando daquele jeito que só você sabe olhar, sorrindo para mim daquele jeito que só você sabe sorrir. Pode ter sido aos poucos vendo de dentro de mim, como isso foi surgindo, de pouco em pouco. Mas, para quem está a observar de fora, foi tudo muito rápido.
E foi mesmo. Cada dia ensolarado que passei contigo parecia ainda mais curto. Comecei a achar que o dia não tinha mais vinte e quatro horas e culpava muito o tempo por não querer que eu gostasse mais ainda de você. E nem adiantou culpar o tempo, eu gostei de você mais ainda mesmo que os dias fossem mais curtos... Passados os nossos mínimos quatro dias juntos, eu me vi diante de uma eternidade que seria esperar você voltar.
Como se não bastasse você ir embora, levou consigo o sol. Os dias ensolarados tornaram-se chuvosos e frios desde sua partida. Partida essa que eu tenho certeza que não é pra sempre. Partida essa que tem volta. E o tempo, sempre brincalhão, anda brincando de estender os dias. Agora eles parecem ter 36 horas. Mas saiba que, nessas trinta e seis horas, eu só penso em você.
E agora estou aqui, novamente, a escrever sobre você...
Porém eu fiz a melhor descoberta que poderia nesses tempos: agora, quando me perguntam o que é amor, eu sei.
Posso não saber descrever com todas as letras e pode não ser a resposta que todos desejam, mas para mim já basta.
Amor é, simplesmente, o que eu sinto por você."

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Necessidade distante.

"...E uma vez eu ouvi dizer que existem coisas que nós não sabemos que precisamos. Aí então eu pensei "Como eu não sei do que eu preciso?".
A resposta veio quando encontrei você.
Você é a melhor coisa que eu não sabia que eu precisava. E agora eu sei.
É tão esquisito passar a necessitar de algo que não sabia nem que existia, passar a necessitar de um perfume, uma voz, uma mensagem, um rosto, uma palavra, uma frase. Eu não sabia que essas várias coisas vindas de uma mesma pessoa poderiam causar uma onda de necessidade em mim.
O pior é que é necessário mesmo; tão necessário que, sem isso, eu pareço me perder do mundo, me desligar de onde eu estiver e me ligar só em você, aonde você estiver...
...E você está tão longe. E, ao mesmo tempo, tão próximo que posso até te sentir aqui. Não sinto seu perfume mas é como se ele estivesse impregnado em cada roupa que eu uso, não vejo seus olhos mas é como se eles estivessem me observando a cada segundo. Não te vejo, mas te sinto. Talvez isso seja apenas porque tenho a certeza de que, nesse exato momento, você está pensando em mim. Então, como estou pensando em você também, estamos conectados de algum modo... Sendo assim, te vejo, mesmo que seja em pensamento, mesmo que seja apenas na imaginação.
É que é tão bom imaginar, poder sentir como seria se você estivesse aqui... Eu gosto de te imaginar, de te lembrar. Me faz bem quando você não está presente.
O mais interessante é que, mesmo não tendo sua presença, você me faz bem de longe. E é um bem incontrolável. Algo que já saiu do meu alcance há um longo tempo. Algo que não dá pra acreditar - não é possível acreditar só se me contarem, eu precisaria sentir. E eu sinto, por isso acredito.
Eu preciso de alguém que está longe de mim.
Mesmo assim, as lembranças que esse alguém deixou, o cheiro que ainda invade todo o meu ser e o misto de emoções mágicas que ele me traz todos os dias, compensam toda essa distância."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

E quando tudo muda?

Quando conhecemos alguém novo, cria-se um mundo de expectativas que, às vezes tornam-se frustradas e às vezes tornam-se muito mais do que simples expectativas.
O fato é que quando alguém entra na nossa vida, nunca imagina-se que esse alguém vai fazer tanta diferença. E, se faz, o que fazer então? Entregar-se tão rápido ou apenas fingir que nada aconteceu?
Quando esse alguém passa a ser muito mais que tudo que já imaginamos, o que fazer? Controlar-se e deixar de lado um sentimento?
Não... precisa-se lutar. Apesar de tudo e de todos. E ir contra tudo e contra todos se for preciso. Porque, se esse encontro aconteceu, é porque era para acontecer. Talvez isso se chame destino. Ou talvez se chame amor.
Como quisermos chamar, aconteceu... E, se aconteceu, é necessário que vivamos tudo isso, porque um dia tudo pode ir embora, tudo pode escapar e talvez não consigamos trazer tudo de volta. Então meu conselho é viver. Viver novas experiências, novos amores, novos sentimentos.
E que essa onda de novas coisas que me atinge, atinja a todos também. Com muitas felicidades e com moderação, é claro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quis dizer 'te amo', mas guardei segredo.

"(...) E tudo que eu desejo é que você sinta por mim, pelo menos, metade do que eu sinto por você; que eu possa provocar em você, pelo menos, um terço dos efeitos que você provoca em mim. Eu só quero que você pense em mim, em um dia, pelo menos uma vez. E que você saiba que, a cada respiração minha, estou pensando em você."
31/07/2009

domingo, 25 de julho de 2010

A realização de um sonho.

Muita gente diz que fazer quinze anos significa um novo começo de vida. Eu não concordava com isso, mas senti isso. Não um recomeço do tipo "estou ficando velha", mas algo como uma renovação interna, uma vontade de viver imensa.
E eu me senti tão amada! Apesar de achar que festas surpresas deveriam ser proibidas (qualquer dia alguém pode ter um ataque do coração), foi a coisa mais linda que eu já vi. Não estavam todos lá, faltaram alguns que eu senti muita falta. Mas eles estavam lá, e estavam para me fazer a pessoa mais feliz do mundo. Para me proporcionar uma onda de emoção que eu sequer imaginei ser possível. Foi tudo às escondidas, todo mundo junto lutando para me causar um impacto tão grande. E causou. Foi um abalo sísmico no meu coração. E eu só pude demonstrar isso através de lágrimas. Muitas lágrimas!
Será um momento que ficará gravado para sempre em mim. Todas as palavras, todos os detalhes, todos os choros, todos os risos, todas as conversas. Foi um sonho realizado. Um sonho que ainda não teve fim. Muito pelo contrário, foi apenas um começo de um sonho. Sonho esse que eu pretendo realizar ao lado de todas as pessoas que eu amo, admiro e considero.
Eu descobri (e, por mais que já soubesse, tive a mais plena certeza) que eu tenho os melhores amigos do mundo e eu não os trocaria por nada.
O que é melhor? Poucos amigos verdadeiros ou muitos amigos falsos? Eu fico com os meus verdadeiros, porque eu sei que são eles que sempre vão estar comigo quando eu precisar. E sei que o "eu te amo" não é da boca pra fora.
Quanto à família? Ai, Deus... Agradecimentos são pouco pra expressar o quanto eu sou grata! Eles se uniram tanto só pra me fazer feliz. É a maior prova de amor que eles podiam me dar. E me deram. Família a gente não escolhe, mas se pudesse escolher, eu escolheria a minha.
Obrigada a todos que organizaram e que participaram do meu sonho. Foi a noite mais linda da minha vida. Meu coração estava pulando do peito como se eu fosse explodir de tanta felicidade. Obrigada por tudo, estava tudo maravilhoso. Um verdadeiro...sonho!
Eu amo vocês mais do que qualquer coisa e vocês me tornaram uma verdadeira princesa, como eu sonhava aos meus cinco anos.

OBRIGADA!

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Faz tanto frio...

Faz tanto tempo que no meu mundo algo se perdeu."


Não sei bem dizer o que é.
Parece meio contraditório depois de um texto tão feliz postar algo como uma perda. E é mesmo... Mas fazer o que? A felicidade é temporária. E, aquela minha, durou apenas um dia.
Porque, na verdade, estou perdida há um tempo.
E hoje, um texto lindo que eu li, me fez relembrar isso... Por esse motivo, estou aqui hoje. Mais um texto escreverei, não só pra mim, não só como forma de desabafo, mas para ser motivo de pensamento. Para que se possa lê-lo e tirar proveito, mesmo que seja um pensamento triste.
Lá vai:

Às vezes, falta-nos algo e isso é um pouco imperceptível. Ou, às vezes, é perceptível demais e por isso não sabemos o que fazer.
Sinto muito, mas não terei a resposta para isso...
Acredito que todos já tenham ficado algum tempo sem gostar ou amar alguém. Não que isso seja ruim, dedicar um tempo para nós mesmos é bom e faz bem para o corpo e para a alma. Se descobrir é tudo de bom.
Mas sei que algumas pessoas gostam de enlouquecer por causa do amor. Não enlouquecer propriamente dito, não se perder de si mesma, mas sentir aquilo... Sabe, aquilo... pernas bambas, borboletas no estômago. Aquela sensação que pode até ser privilégio para poucos, mas os poucos que a tem, não querem perdê-la.
Já ouvimos tantas vezes histórias de pessoas que não querem se "desapaixonar", mesmo sofrendo. E por que não? Porque, se não amamos, se não sofremos, se não somos felizes, sentimos o que? Nada...
E esse "nada", traz um vazio sem tamanho. E é por causa desse vazio, desse senso de realidade demasiado que a falta de amor nos traz que nos sentimos só. A solidão é só culpa da falta de loucura que nos cerca quando não amamos, quando não nos apaixonamos ou, simplesmente, quando não gostamos de alguém ou de alguma coisa.
Porque, por mais que soframos com o amor, por mais que isso nos traga dor, não nos traz o "nada". A dor normalmente carrega consigo a felicidade que virá depois. O nada nos traz o que? Nada... Vazio. E essa falta de qualquer coisa consome.
E talvez enlouqueça também.
Mas não enlouquece igual ao amor. É uma loucura ruim.
O amor é a loucura mais bonita e mais irracional do mundo. As saudades, dores, amores platônicos fazem parte. Porém a parte mais legal é a felicidade que isso proporciona e a sensação de nos sentirmos completos.
Amar, com todas as vantagens e desvantagens, é melhor do que não sentir...nada. E a vida fica muito mais divertida com uma dose de loucura. Loucura boa. Loucura que também pode ser sensata, também pode ter sanidade. Uma loucura que, depois de todas as dores, só proporcionará felicidade.
Um conselho? Ame...mas não ame pouco não. Ame muito.
Não te faltará nada.

(baseado, ou melhor, inspirado no texto "Entre a 'dor' e o 'nada', o que você prefere?" de Rosana Braga)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Primeira pessoa do singular

Preciso desabafar...
Já falei aqui sobre felicidade, e não foi uma só vez. Mas é porque sempre me pergunto qual a fórmula da felicidade... Acho que ando tendo aulas de Química demais. Sempre me pergunto porque as pessoas querem tanto a felicidade, porque todo mundo quer tanto ser feliz.
Acho que é porque sorrir é bom demais.
Quero deixar claro que nem sempre desabafo é uma coisa ruim. Não, meu desabafo é muito bom até. Estou transbordando felicidade.
E aquele tipo que eu mais gosto: felicidade instantânea.
Não que não tenha motivos, mas é algo muito gostoso de sentir. Felicidade por mim e pelos outros. Sabe aquela felicidade que contagia? É isso... estou contagiada pela minha própria felicidade e também pela dos que me cercam.
É só que tive um dia tão feliz... tão maravilhosamente bom e revigorante que tudo que eu estou conseguindo fazer agora é sorrir.
Estou me sentindo tãoooo de bem com a vida que precisei escrever...
E, por mais que pareça que, mesmo escrevendo tanto, não consegui dizer nada, tudo que eu precisava transmitir, já disse aqui, agora. Se resume em três palavras apenas: Eu estou feliz.
Isso basta.

domingo, 27 de junho de 2010

Aonde quer que eu vá...

Ela chegou um pouco atordoada ao show - aqueles gritos a ensurdeciam um pouco. Virava a cabeça para todos os lados, evidentemente procurando alguém.
- Quem você quer encontrar? - perguntou sua amiga, interrompendo-a de sua busca.
- Ninguém... Estou só curtindo a música...
A amiga fez uma careta, não acreditando muito na desculpa, porém calou-se. As duas ficaram cantando a música e, mesmo assim, nada conseguia tirar a atenção de seu foco.
De repente, alguém tampou seus olhos, sussurrando em seu ouvido:
- Adivinha quem é? - a voz rouca entregou-o.
Ela sorriu imediatamente.
- Oi - disse - Você veio!
E seus olhos, que brilhavam com um certo exagero, denunciavam tudo aquilo que ela gostaria de dizer.
Nesse momento, sua amiga já estava longe; era muito perceptiva para saber que ali havia um casal.
- Vem comigo? - ele puxou-a pela mão e ela, não podendo recusar, foi.
Os Arcos da Lapa estavam excepcionalmente lindos e brilhantes naquela noite. E brancos também. Haviam limpado só para eles?
Parou de pensar, pois percebeu que ele a encarava um pouco apreensivo, mais ainda assim, nada deixava seus lindos olhos verdes serem ofuscados. Seus olhos diziam muita coisa, talvez fosse uma das coisas nele que ela mais gostava: seu olhar era surpreendente e sempre a pegava desprevenida.
- O que foi? - questionou-o, já constrangida.
Subitamente, ele abriu a grande capa que estava ao seu lado - só agora ela tinha reparado que ele trazia algo consigo - e sorriu. Um violão grande e muito bonito se encontrava em suas mãos e a capa já havia sido deixada no chão. Ele começou a dedilhar o violão, iniciando uma música que ela conhecia muito bem.
"Olhos fechados pra te encontrar. Não estou ao seu lado, mas posso sonhar. Aonde quer que eu vá, levo você no olhar. Aonde quer que eu vá, aonde quer que eu vá... Não sei bem certo, se é só ilusão...", cantou, afinado, e algumas pessoas já faziam uma roda para ouví-lo. "...se é você já perto, se é intuição. Aonde quer que eu vá, levo você", apontou para ela, "no olhar. Aonde quer que eu vá, aonde quer que eu vá... Longe daqui, longe de tudo, meus sonhos vão te buscar. Volta pra mim, vem pro meu mundo, eu sempre vou te esperar."
Ao final, as pessoas o aplaudiram e até pediram bis. Ela não sabia se ria, se chorava de emoção; o coração dela pulsava de tal forma que parecia que ela iria explodir de felicidade.
A lua cheia iluminava aquele "palco" tão maravilhoso onde os dois estavam. Ele tentava desvencilhar-se da pequena multidão que ali se formou. Conseguiu chegar perto dela e disse, olhando em seus olhos:
- Foi tudo por você.
- Você é louco! - riu, entusiasmada.
- Sou mesmo... e é por você.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Obituário do Amor

"Não se sabe ao certo quanto tempo faz. Mas existe algum tempo que nos despedimos de um amigo muito importante para a vida em sociedade: o Amor.
Ele será lembrado por ter gerado filhos como o Respeito, a Amizade, a Solidariedade e mais milhões de irmãos que surgiram através dele. Será lembrado pela vasta árvore genealógica de bondade que ele criou. Mas, esses diversos parentes, também sofrem uma morte interna pela perda desse ente querido.
O Amor começou a adoecer quando as pessoas resolveram dar mais valor às coisas individuais, interesses pessoais, do que a ele.
E esse Amor teve vários filhos que acabaram suicidando-se por conta de sua morte. O Amor Próprio, por exemplo, foi aos poucos se perdendo por causa das pessoas que se vendem por muito pouco e das pessoas que não lembram de si mesmas e colocam os outros em primeiro lugar. Com isso, o Equilíbrio também se deteriorou.
A sua morte desencadeou outras diversas mortes. Com a falta dele, perdeu-se o Respeito, perdeu-se a Confiança e só os valores menores foram salvos.
Tudo isso ocorreu graças à descrença da humanidade em um amigo tão bom que poderia resolver todos os problemas do mundo. As pessoas começaram a ter falta de fé nos outros e em si mesmos, a acreditar que algo menor poderia ser a causa da felicidade.
A Felicidade morreu também.
Enfim, o senhor Amor, tão nobre e, mesmo doente, tão forte morreu esperando que seu antigo valor retornasse para, pelo menos, morrer com dignidade.
O sepultamento dele foi hoje pela manhã e contou com a presença de mais de mil indivíduos que lamentavam a perda e que esperavam que ele ressuscitasse. Porque, só depois de perdê-lo, as pessoas perceberam que uma vida sem Amor é uma vida sem sentido."
(Aula de Português - Redação: Obituário)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Seria loucura?

Era um dia de muito calor e, por não aguentar ficar em casa, ela resolveu dar uma volta na praia, mergulhando algumas vezes para se refrescar. Foi sozinha, pois precisava colocar seus pensamentos em ordem e esquecer de tudo que a atormentava naquele momento.
Cambaleava pela areia e ria sozinha pela sua estratégia, que estava fazendo efeito: ela esquecera tudo de ruim que sua mente cismava em lembrar. Esqueceu passado e futuro. Viveu só o presente.
De repente, decidiu correr e seus cabelos se moviam conforme o vento guiava-os. A sua frente, havia uma pessoa, que ela não viu e, muito menos, reconheceu. No momento mais feliz de sua corrida, os dois chocaram-se e caíram na areia. Olharam-se.
Ela não sabia quem ele era e, mesmo assim, seu rosto lhe parecia familiar. Ele a olhava de um jeito que a fazia suspirar e, com isso, ela descobriu que não ofegava pela corrida e sim, por ele. Imaginou então porque ele não estava gritando com ela, já que ela o derrubara tão bruscamente na areia por mera falta de atenção. Não conseguiu achar uma resposta, os olhos dele tentavam decifrá-la e isso a incomodaria em qualquer outra situação, mas não ali.
"Eu o conheço", pensou, "Eu o conheço dos meus sonhos". E, como se tivesse lido seus pensamentos, ele sorriu, mas não apenas esticou os lábios, ele sorriu por inteiro. Seus olhos verdes sorriam também e ela não pôde evitar uma gargalhada. Ele a acompanhou.
Eles ainda estavam deitados na areia, porém isso não importava. Já era um fato constatado que eles estavam ali um para o outro e, mesmo não sabendo, ele estava curando todas as feridas dela que precisavam ser curadas. Seria loucura se apaixonar por alguém que nem se conhece? Para eles, não. Eles não precisavam dizer nada, porque só o modo como estavam - já abraçados na areia da praia - dizia tudo.
Como por impulso, ele chegou perto dela e deu-lhe um beijo rápido. "Desculpe", pediu. Ela, porém, repreendeu-lhe "Não precisa se desculpar, você tem a minha permissão". Então, ele colocou suas mãos no pescoço dela e chegou perto devagar, juntando seus lábios em um beijo longo, lindo, apaixonado. As borboletas no estômago saltavam a todo vapor e, como se não bastasse, o coração denunciava o amor que ali começava. Eles haviam sido feitos para se completarem.
Ele olhou-a no fundo de seus olhos castanhos e sussurrou "Eu te amo!", a resposta dela foi imediata e foi algo que selaria, a partir dali, um futuro, um futuro completo, um futuro a dois: "Eu também te amo."

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ê Brasil!

Clima de Copa do Mundo, ? E faz tanto tempo que eu não escrevo... Mas tudo bem, não falarei sobre minha falta de inspiração agora.
Eu estava com saudades de postar e aproveitando o dia de hoje, decidi fazê-lo.
Algumas horas antes do jogo, o nervosismo me dominava por inteiro. Eu pintei as unhas, coloquei minha nova blusa do Brasil e fiquei apreensiva esperando o jogo começar. Durante o jogo, me decepcionei um pouco. Ao final do primeiro tempo, 0x0, eu não estava tão animada assim. Queria muito ver o meu Brasil jogar do jeito que joga normalmente. Aquele não era o Brasil que eu queria na Copa. E acho que, na visão de muitos brasileiros - ou pelo menos dos que estavam comigo -, aquela, definitivamente, não era a nossa amada Seleção Brasileira. Quando começou o segundo tempo, eu não prestei muita atenção, mas logo aos nove minutos, se não me engano, houve uma falta na entrada da área e acho que isso foi uma esperança para os milhares de brasileiros que estavam assistindo ao jogo. Mas a bola foi para fora... ou o goleiro defendeu, não me lembro bem. Só sei que nessa hora meu coração já batia sufocado e acelerado pois eu precisava ver um gol.
E depois de um bom tempo... o gol finalmente saiu! E pude ouvir, na rua, o som das vuvuzelas, cornetas e afins, pude ver as bandeiras balançando e a agitação de todos me contagiou. Me animei de novo. Mais um gol. Mais animação e, definitivamente, uma esperança de goleada, como todos esperavam. (...) Gol da Coreia. Pois é... final de jogo. Confesso aqui que me decepcionei. Óbvio que fiquei feliz e gritei muito com a vitória, mas todos esperavam muito mais desse jogo. E eu pude perceber a decepção no rosto das pessoas nas ruas. As milhares de camisas verdes e amarelas não brilhavam tanto assim. E por mais que ainda houvesse um sorriso, o sorriso poderia ter sido mais largo e os olhos das pessoas demonstravam tudo isso.
Contudo, o meu patriotismo fanático falou mais alto, e eu fui obrigada a ficar extremamente feliz pela vitória apertada. Afinal de contas, o meu Brasil ganhou seu primeiro jogo na Copa. E que venham muitas outras vitórias para nós.
Boa sorte, Brasil! A busca ao hexa começa agora.

domingo, 23 de maio de 2010

Em seus braços, ela descobriu uma razão para viver.

Ela acreditava que um amor só poderia ser selado com um beijo ou olho no olho e depois aqueles dizeres que parecem mágicos para qualquer um. Aquelas três palavrinhas básicas, sabe? Ela acreditava que o amor só podia ser demonstrado através desses dois jeitos. Ela acreditava...antes dele aparecer.
Certo dia, os dois caminhavam sob aquele sol escaldante e, mesmo assim, pareciam felizes. Riam e andavam, abraçados e sem rumo. Ele fazia carinho em sua cintura e ela sorria toda vez que ele conseguia a arrepiar. Ela o amava mais do que tudo nesse mundo. E os dois juntos pareciam, de fato, um casal de namorados. Quem os visse, diria que eram um casal... Mas não eram, ainda.
Em certo ponto de sua caminhada, os dois tiveram que parar para esperar o sinal fechar, para que pudessem atravessar a rua. Então, ele a envolveu no abraço mais apertado que ela já havia recebido e cheirou com carinho seus cabelos, dando um beijo em sua cabeça em seguida. Ela apenas o abraçou mais forte, deixando-se ser dele pela primeira vez. Ela podia sentir seu sorriso e, com certeza, ele podia sentir o dela também.
E foi aí que ela sentiu... Sentiu a prova de que ele a amava sem ele precisar demonstrar nada. No abraço dos dois, ela pôde sentir o coração dele bater tão fortemente que pensou: "o coração dele está assim por mim?", e depois disso só conseguiu sorrir. O coração dos dois batia em sintonia, embalados por aquele abraço que seria a música em função do ritmo dos batimentos. Com ele, ela não precisava de mais nada e só de estar em seus braços, já se sentia segura, protegida e, principalmente, amada. Foi, sem dúvidas, o melhor abraço já recebido em toda a sua vida. (...)

(...) E, hoje, ela se lembra dele com todo o carinho existente no universo.

domingo, 16 de maio de 2010

Sem você, não há mais nada.

Ela acordou, mais uma vez, ofegante. Nos seus sonhos, ou melhor, pesadelos, ela estava só. Completamente só. Olhou para o lado, para sua cama completamente vazia. Deu um grito abafado ao constatar o que parecia tão óbvio: ela estava, de fato, só.
Ficou por um tempo em seu transe até se sentir segura para apalpar o rádio, que estava na cabeceira da cama e ligá-lo, com a intenção de ouvir algo que a acalmasse. A música de Ana Carolina anunciava que "Eu voltei por entre as flores da estrada, pra dizer que sem você não há mais nada." Logo se viu perdida novamente em pensamentos, com a esperança de que ele pudesse realmente voltar. Mas, rapidamente se deu conta de que já eram passados cinco meses desde sua partida, então a vida dele estava muito melhor sem ela.
Entristeceu-se e desligou o rádio com algumas lágrimas brotando de seus olhos.
O papel e a caneta estavam a seu alcance e, para sentir-se melhor, pegou-os e pôs-se a escrever vagarosamente:
"Eu sempre tive vícios, dos mais variados. Me considerava viciada em chocolate, em Coca-Cola, em escrever, em cantar, em certas músicas, em aprender filosofia. Eu era uma total e completa 'viciada', mas meus vícios me faziam bem. Por esse motivo, eu não era viciada. Tudo em excesso faz mal. E eu era viciada em todas essas coisas até você chegar. Quando isso aconteceu, você roubou o lugar dos chocolates, das Cocas, as músicas que eu cantava eram sobre amor, as coisas que eu escrevia eram sobre você e eu só queria aprender a sua filosofia. Eu comecei a ficar viciada no seu cheiro, nas suas roupas, nos seus beijos. Eu tinha a mais absoluta certeza de que iria ter todos esses fatores que me eram tão necessários para o resto da minha vida.
Mas, então, você partiu. Disse-me que queria ver como era uma vida sem mim, mas que poderia voltar. Espera, vida sem mim? Você é capaz de ter uma vida sem mim? E eu, por tantos anos, não imaginei sequer respirar sem você. Quer dizer, ainda não sei como o faço sem você. Você, que por tantos anos foi o ar que eu respirava, a música que eu cantava, o chão que eu pisava, foi embora. E, confesso, que espero até hoje, cansada, a sua volta. Depois de cinco meses, ainda não consigo me ver sem você, ainda te espero voltar e dizer 'calma, amor, era apenas uma brincadeira. Sou seu de novo, e para sempre'. Porque, por muitas vezes eu cogitei a hipótese de te amar para sempre. Ou melhor, eu cogitei a hipótese de nos amarmos para sempre. Porém, de repente, todo esse amor sumiu. Não de minha parte, mas da sua. Da minha parte, esse amor parece cada vez mais perto, mais sólido, é como se eu pudesse tocá-lo para suprir a sua ausência.
E como é difícil a vida sem você aqui... E como é ruim acordar todos os dias e ainda sentir o seu perfume em meu travesseiro. Como é horrível pensar em você a todo segundo, todos os dias ao acordar, ao dormir, ao sonhar. E o mais terrível é que eu, no fundo, ainda tenho esperanças de que você vai voltar, vai voltar e me fazer um cafuné como só você sabia, depois me encher de beijos e dizer que vai ficar tudo bem.
Eu só queria que você voltasse...é pedir muito?
Antes de você habitar a mesma casa que eu, antes de eu vestir as suas roupas largas e me sentir a pessoa mais feliz do mundo, eu era 'viciada' em coisas que só me faziam bem. Mas o Google serviu para eu descobrir que vício não é bom. Vício é algo que você necessita ter todos os dias e que, se não tiver, pode até levar-te à loucura. Vício não é somente algo que você precisa, é algo essencial. Se torna, talvez, o motivo da sua existência. E vício não é algo que se possa largar com facilidade. É diferente gostar de Coca-Cola e ser viciada em Coca-Cola. Eu só gosto.
Com tudo isso, eu acabei descobrindo algo que, verdadeiramente, me assustou: eu sou viciada em você. E você é meu único e incurável vício.
Dizem que o mundo precisa de amor. Eu preciso apenas de você."
Assim que acabou de escrever, deitou-se e cheirou seu travesseiro, que ainda continha o perfume dele impregnado e que ela temia que nunca mais saísse de lá. Voltou a dormir, pois o único lugar que ainda poderia encontrá-lo era em seus sonhos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amor mais puro

"Querida mãe,
Gostaria, primeiramente, de desculpar-me por todas as vezes que não arrumei meu quarto, que não fui para o banho na hora certa, que não estudei, que deixei de te dar boa noite, que chutei a sua barriga quando era apenas um feto, gostaria de desculpar-me por todas as vezes que não te obedeci, que te respondi, enfim, todas as vezes que falhei contigo como filha.
Queria também dizer-te que te admiro por tudo que você já fez por mim: por você ter me carregado nove meses na barriga, por você ter me ensinado a falar e a andar, por você ter me ajudado a construir meu caráter, por me dizer o que é certo e errado, por me entender, por estar sempre comigo... Nunca me esquecerei das noites em que ficamos conversando até a madrugada, dos segredos que já trocamos, das fofocas, dos risos e, principalmente dos choros.
Mãe, foi sempre você que esteve lá para mim. É sempre você que está lá pra mim. É você que acorda no meio da noite quando pressente que eu não estou bem, é você que fica comigo, me mimando, quando estou doente. E é só você que sabe exatamente o que eu sinto.
É pra você que eu conto tudo, mãe, você é a pessoa em que eu mais confio.
Por isso, gostaria de falar-te pela trigésima vez que você é o meu exemplo de vida, o meu espelho e que eu não me canso de te amar exageradamente.
Estarei com você daqui até a eternidade e desejo que nosso laço nunca se desmanche.
Eu te amo mais que tudo nesse mundo.
Um beijo."

Ontem, o padre disse: "Só quem tem mãe, sabe o que é ter uma mãe." Pode parecer um pouco redundante essa frase, mas é exatamente isso, só quem as tem, sabe como elas são. Estão sempre dispostas a largar tudo para nos ver felizes, sabem exatamente quando vai chover (mesmo que tenha um sol enorme pintado no céu), sabem quando estamos tristes e sempre tentam nos entender. Mãe é tudo. Por isso, apenas um só dia para elas ainda parece pouco. Dia das mães é o ano inteiro, porque é o ano inteiro que elas querem o melhor para nós. E é o ano inteiro que nós reclamamos que elas pegam demais no nosso pé, quando, na verdade, só querem nos proteger, porque nós seremos eternamente os bebês delas. Elas sabem o que é bom e o que é ruim, mas às vezes não acham a forma certa de nos mostrar e acabam sendo chatas para nós.
Não, mães nunca tem a intenção de serem chatas.
Mães são mães e, só de ser mãe, já é um sinônimo de amor. O amor mais puro, mais lindo e mais protetor que existe. E, nós podemos reclamar delas o quanto for, mas, quando crescermos, seremos exatamente iguais a elas.
Mães são capazes de abandonar a sua felicidade pela nossa. Não existe maior amor que isso. E, uma notícia boa para todos nós, esse amor não se esgota, não se acaba nunca.
(...)
Essa é uma homenagem atrasada a todas as mães, não só em função do dia das mães ontem, mas também porque eu achei que essa era a melhor data pra expressar o meu amor imenso pela minha mãe. Que, nem nas palavras mais imensas, ele há de caber.
Espero que todas as mães desse muito tenham tido um dia ótimo ontem e que tenham dias maravilhosos pela frente.
Em nome de todos os filhos do mundo: obrigada por nos amarem tanto.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mestres

"(...) uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, espararei quanto tempo for preciso." Clarice Lispector

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade." Carlos Drummond de Andrade


"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso." Fernando Pessoa

São textos aleatórios, porém textos amados por mim. Escritores amados por mim. Sim, ouso dizer que os amo com todas as forças do mundo e que eles foram capazes de escrever em palavras tudo que eu sinto e não consigo colocar no papel. Obrigada por me entenderem tão - ridiculamente - bem.

domingo, 2 de maio de 2010

Não sou eu que me faço voar, o amor é que me voa.

"Eu esperei por ele. Esperei até demais. Ele não estava disposto a me dar todo o amor que eu procurava. Eu entreguei minha felicidade nas mãos dele, de bandeija, pra ele não fazer nada por mim? Ou até por ela? Sim, foram inúmeras as vezes que ele me deixou feliz, mas não feliz pelo motivo que eu queria. Não feliz por ele me corresponder. Jamais por isso.
Eu o quis o tempo todo. Mais do que o tempo todo! Duzentos e quarenta e três dias; cinco mil, oitocentos e trinta e duas horas; trezentos e quarenta e nove mil, novecentos e vinte minutos; vinte milhões, novecentos e noventa e cinco mil e duzentos segundos por ano. Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana! Eu o quis a cada segundo mais, mais a cada dia e ele não deu valor. Eu o quis ainda mais em todas as festas, em todos os meus momentos de carências. Eu o quis quando o dia amanhecia, quando a tarde chegava e quando a noite nos deixava no escuro. Eu o quis no cair da primavera e no começo do outono. Ele não viu, só ele não viu. Por que ele não procura por alguém que goste de verdade? Por um sentimento sincero?
Eu estava lá! Sempre estive ao seu lado, em todos os momentos, deixando bem claro que eu me preocupava e que ele podia contar comigo sempre que precisasse. Eu sempre me deixei ser, acima de tudo, uma amiga pra ele. Sempre tentei ser diferente para que ele me olhasse de um jeito diferente. Eu sempre me iludi, achando que seus olhos brilhavam por mim de outra forma. Ilusão, tudo não passou de uma extrema ilusão."
29/11/2009

segunda-feira, 19 de abril de 2010

16/04

Eu sempre fui apaixonada pela escrita. Achava que as letras eram coisas extraordinárias, afinal elas são nossa forma de comunicação, além da fala, claro. Mas eu sempre admirei pessoas que escrevem, sempre admirei a capacidade que elas tem de colocar no papel (ou digitar) tudo o que sentem.
Me descobri nesse meio há algum tempo e comecei fazendo poesias. Me lembro até hoje de ter sentado em um banco, enquanto minha mãe assistia a uma missa longa demais, pegar meu caderno, que, normalmente, estava cheio de desenhos, e começar a escrever tudo que me vinha à cabeça, rimando as palavras do final. Eu não sabia da minha capacidade... Nem eu, nem ninguém. Minha mãe, após a missa, olhou o que eu tinha escrito e ficou orgulhosa de mim, disse que eu deveria continuar escrevendo. E foi isso que eu fiz. Durante praticamente a minha vida toda, eu tive diários. Alguns deles começaram com a famosa frase "Querido diário" e outros, já maduros, contavam somente sobre o meu cotidiano. Levando em conta que dizem que todos os escritores começam escrevendo diários, eu estava indo muito bem...
Não me lembro se eu realmente escrevia textos e poesias sobre os meus sentimentos nessa época, mas a partir de certa etapa da minha vida, comecei a escrever sobre tudo que eu sentia. Amor, tristeza, alegria, fé, esperança...Tudo. Acabei me destacando na parte romântica. Minha mãe adorava meus textos e poesias e eu fui cada vez me apegando mais à escrita e a todos os bens que ela me trazia.
Quando me mudei para o quarto que antes era da minha tia, pude perceber que eu tinha uma coisa muito boa a meu favor: uma gaveta com chave. Eu poderia colocar ali tudo que eu quisesse e depois esconderia a chave. Então, eu comecei a escrever mesmo todos os dias, mas não mais como um diário, escrevia pensamentos e tudo que eu estava sentindo naquele exato momento. Desde frases, até letras inteiras de músicas.
Em 2009, eu criei um blog trancado. Só eu poderia lê-lo e confesso que isso me ajudou muito a superar algumas situações da minha vida, porque era só assim que eu sabia me expressar e talvez raciocinar para resolver meus problemas... Eu mandava meus textos para algumas pessoas, e essas pessoas foram, aos poucos, se tornando minhas fãs e querendo ler cada vez mais textos. Todos me diziam que eu deveria escrever para todos.
Mas como escrever para um monte de gente se tudo que eu sabia fazer era escrever sobre eu mesma? Como não ser chata? Como não me expôr demais?
Demorei um tempo até decidir que poderia ser uma boa ideia e que, se não fosse, era só eu excluir o blog depois. O problema é que eu decidi fazer isso numa época bem difícil (dia 16/03...a data do título refere-se justamente a um mês que meu blog "nasceu"), que eu estava cheia de problemas que não valem a pena serem comentados, mas que eu achava que seria impossível ser impessoal (e talvez uma semana depois eu descobri que nós nunca somos impessoais) em algum assunto abordado e que, provavelmente, em todos os meus textos eu iria xingar alguém. Porém, não foi isso que aconteceu. Eu aprendi a ser eu sem ser eu. Aprendi a expôr as minhas opiniões nos textos sem me expôr, sem falar demais do pessoal e falar mais do coletivo. Porque eu tinha certeza que tudo que estava acontecendo comigo, acontecia simultaneamente com um monte de gente. Afinal, não sou só eu que tenho sentimentos.
Comecei com o blog, um texto pequeno, mas já fui super bem recebida, cheia de elogios e beijinhos na bochecha. Minha mãe me fez o favor (na hora que ela me contou, eu fiquei com vergonha) de espalhar o endereço do meu blog para todas as amigas dela. Em pouco tempo, eu tinha, no mínimo, dez leitores e isso já era suficiente para eu resolver seguir em frente.
Em um dos meus textos, uma amiga me disse que eu tinha a feito sorrir. Com o tempo, várias pessoas passaram a ler com frequência e também dizer que refletiam muito com as coisas que eu escrevia. Tudo isso, aos poucos, me fez melhorar. Acho que isso foi meu abrigo, meu refúgio, e não sei se estaria feliz do jeito que estou hoje se não fosse meu blog, meus leitores, meu textos e minha paixão por escrever.
Todos tem o dom para alguma coisa... Hoje, eu sou elogiada e valorizada por algo que eu amo fazer e não pretendo parar. Escrever é a minha arte, o jeito que eu achei para encarar o mundo e refletir sobre ele. O jeito que eu achei para deixar a minha marca, a minha opinião em tudo que acontece em volta de mim e o jeito que eu encontrei para expôr ao mundo que sim, eu tenho sentimentos. Sim, eu sou sensível. E, sim, tudo que eu quero é ser feliz.
Obrigada a todos que me acompanham, seja a muito tempo ou a pouco. Vocês são essenciais.
OBS: Recentemente, recebi a informação que eu sou uma "versão da Clarice, young" (obrigada, Felippe). Não preciso nem dizer o quanto estou me achando e o quanto fico grata por ser comparada a uma escritora tão genial como a minha amada Clarice Lispector.

domingo, 18 de abril de 2010

Eu amo você...mas você ainda lembra quem eu sou?

Já fazia um tempo que eles estavam separados, morando em casas diferentes, e tendo vidas diferentes. Quando estavam juntos, ela escreveu-lhe um texto, porém nunca o mostrou.
Certo dia, ele estava em seus afazeres em casa quando, por intuição, olhou para baixo de sua porta e lá estava um envelope, sem assinatura. Estranhou o fato, mas pegou o envelope e sentou-se em sua cadeira de madeira que tanto gostava. Tirou os vários papéis que estavam em cima da mesa e abriu a carta, lendo-a com espanto quando notou que aquela caligrafia parecia familiar.
"Queria começar dizendo que eu amo tudo em você. Amo o jeito que você sorri para mim, sem graça, quando percebe que está fazendo algo que eu odeio. Amo quando você chega do trabalho e sussura em meu ouvido, com sua voz rouca, que está com fome. Adoro seus defeitos, como seus roncos que não me deixam dormir. Adoro quando você me faz rir de caretas suas...as caretas mais lindas que eu já vi. Amo quando você beija minha bochecha, me fazendo esquecer porque estava com raiva de ti. Amo o jeito que você me faz sorrir, toda vez que me olha com esses olhos que me fazem esquecer o mundo lá fora. Adoro quando você me chama pra deitar contigo no nosso sofá branco - que você me fez comprar - e me chama para assistir futebol com você. Adoro o fato de você ser vascaíno e eu ser flamenguista, isso dá mais adrenalina aos jogos. Amo quando estou distraída e você me cutuca, aí eu viro pra ti sorrindo e pergunto 'o que foi?' e você diz 'nada, só queria ver o seu sorriso'. Amo seu jeito de enfrentar as dificuldades. Adoro quando você sai com seu jeans surrado que eu detesto e aquela blusa branca que eu te dei. Adoro quando você me dá um beijo de boa noite que me faz ter vontade de não fechar os olhos só para não ter que parar de pensar em você, mas que, no final das contas, me faz pensar mais ainda em você, porque estará presente nos meus sonhos. Amo quando você segura minha mão e diz que vai ficar tudo bem. Amo o jeito que segura minha cintura quando vai me beijar. Adoro seus beijos, seu carinhos. Adoro quando a gente sai e você reclama que eu demoro demais para me arrumar, e aí, quando finalmente saímos, adoro o jeito que você fica com ciúmes quando me olham e me beija para 'marcar território', como você mesmo diz. Amo quando você abre a porta do carro para mim. Amo quando você me diz que eu sou tudo que você sempre quis ter. Enfim, acho que não preciso nem dizer isso, mas eu amo você! A única coisa que eu não gosto, é quando você resolve me fazer sofrer... (19/09/08 e acrescentada a última frase em 25/12/08 - meu primeiro Natal sem você).
Ass: Você sabe quem."
Ele ficou parado, estático, olhando fixamente para a carta com os olhos marejados de saudades. Ficou nesse estado por uns dez minutos, até a campainha tocar e atrapalhá-lo de seus devaneios. Por um segundo, ele cogitou a hipótese de voltar para ela.
Fechou a carta e guardou-a na gaveta com intenção de relê-la uma outra hora. Em seguida, abriu a porta e lá estava ela. Mas não ela, era outra ela. E essa "outra ela" abraçou-o e beijou seu pescoço de um jeito tão intenso, tão forte que, pelo seus beijos, se percebia a saudade, o tipo de saudade que só bate em recém-namorados, quando ficam dois dias sem se verem. Ele retribuiu fortemente seu abraço, esquecendo-se de qualquer hipótese antes cogitada, desligando-se do mundo como ela fazia quando estava com ele. Esqueceu-se até da carta.
E a carta permaneceu na gaveta, solitária, por muito tempo. Assim como a pessoa que escreveu-a, pois, o lugar que antes fora dela, agora era ocupado por outra. Os abraços que, antes, eram para ela, naquele momento estavam sendo recebidos por outra. E, a pessoa que antes a amava, agora estava amando outra.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Não se explica, se entende.

Costumo dizer que sou muito dependente das pessoas. E é verdade, eu não viveria sem gente. Eu amo gente. E amo tanto que não acostumaria a viver sozinha, isolada e longe de todos. Minha principal dependência são os meus amigos. Tenho extrema necessidade de conselhos, risadas, piadinhas que só eu e meus amigos entendemos.
Aproveitando que eu citei a amizade, esse é o assunto que eu gostaria de abordar hoje. Amizade é algo muito complexo e que eu, mesmo se colocasse todas as palavras lindas e carinhosas do mundo, não conseguiria descrever. Mas uma coisa é certa: é muito mais do que dizer "ah, fulano é meu amigo." Não... Eu, por exemplo, tenho mania de falar que todos os meus conhecidos são meus amigos quando conto alguma história a alguém.
Porém...espere. Quem são os verdadeiros amigos?
Amizade verdadeira pode-se contar nos dedos. Eu acho que são aqueles que nós confiamos acima de qualquer coisa, que temos prazer em contar as novidades. Algo como: acontece a melhor coisa da nossa vida, nós temos vontade de ir correndo contar pros nossos amigos. Até quando são as piores coisas. Porque, amigo que é amigo, está lá para as situações felizes e tristes. Amigo pode até ser aquele que tenta te consolar, mas é, mais ainda, aquele que chora com você. Amigos de verdade se entendem no olhar, sabem exatamente quando o outro conta uma verdade ou uma mentira, quando o outro está bem ou mal. Os amigos fazem questão de rir conosco quando estamos alegres e chorar conosco quando estamos tristes; fazem questão de escutar as músicas mais lentas e ver os filmes mais tristes junto conosco quando estamos tristes. Amigo que é amigo sabe a hora de falar e a hora de escutar. E sabe também quando não é preciso dizer nada; quando, só ouvir, já é o bastante. Amigo que é amigo, sabe exatamente quando o outro precisa de um abraço e...quer coisa mais reconfortante que abraço de amigo?
Amigos largam o que for para nos socorrer, para nos animar. Amigos são aqueles que te dizem a verdade, mas também aqueles que omitem coisas pequenas e desnecessárias para não nos fazer sofrer.
Mas amizade mesmo é aquela que tem altos e baixos. Abraços e brigas. Porque, querendo ou não, as brigas fortalecem ainda mais a amizade. Mas...amigos são capazes de se entender só com os abraços!
É tão incrível saber que sempre vai ter alguém pra você. Pra te abraçar, pra te fazer rir, pra te fazer chorar de alegria, pra te consolar, pra te entender.
Isso é ser amigo. É estar sempre junto independente de etnia ou classe social; é aceitar o outro e ser aceito por ele; é saber respeitar as diferenças e sempre achar coisas em comum.
É a mais pura verdade quando dizem que a amizade é um amor que nunca morre. Quer um sentimento mais puro do que esse? Me desculpe, mas acho que não irás encontrar. No julgamento de algumas pessoas, amigos são loucos. Sempre estão arranjando alguma situação para rir, se divertir e estar junto. Eu digo para vocês: amigos não são loucos...É essa loucura que se chama amizade.

(Postagem dedicada ao dia de hoje, mais especificamente à Malu França, Maria Alice Ferreira e Mariana Monteiro - que, mesmo não estando hoje, tem sido uma parte essencial da minha vida. Obrigada por serem minhas amigas. Amo vocês demais.)

domingo, 11 de abril de 2010

Minha maior paixão

"(...) Mas é feliz poder me expressar para os outros. Eu me sinto mais livre. E a única forma que eu sei me sentir livre é escrevendo. Porque eu sei que aí eu alcanço muitas coisas, além do gosto pelo português. Eu alcanço fãs. Que eu já tenho alguns, modéstia parte. Não que eu ache que eu sou o máximo, mas eu quebro um galho. Mas escrever é um dom que Deus me deu que eu uso do melhor jeito que posso. É uma terapia. Sem as letras, eu realmente não sei o que eu faria. Quantas vezes já escrevi quando não conseguia falar... Puxa, muitas vezes! E eu não quero parar. Eu não pretendo parar de fazer o que eu faço. De escrever o que eu escrevo. Porque é só assim que eu sei me expressar. Porque é só assim que eu consigo me curar das coisas. Pode ser o tempo que diga, que apague, mas a escrita é um curativo."
(14/02/09)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Te adoro.

"Que vazio aqui dentro.
Será tarde demais
Para amar você?
Será tarde demais
Pra gente se ver?

Não sei,
Estou agoniada.
Não sei,
Estou desesperada.

Se te quero,
Se te espero,
Por que tenho medo?

Quero colo,
Te adoro.
Vem pra cá."
(8 de junho de 2008)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pensamentos e emoções

"(...) Desde o passado remoto até o futuro desconhecido, minha mente fica pulando a esmo pelo tempo, tendo dúzias de ideias por minuto, descontrolada e sem disciplina. Isso, em si, não é necessariamente um problema; o problema é o apego emocional que acompanha o pensamento. Pensamentos felizes me tornam feliz, mas - vupt! - com que rapidez torno a me prender a preocupações obsessivas, estragando a felicidade; e então basta a lembrança de um momento de raiva para eu começar a ficar exaltada e brava de novo; e então minha mente decide que aquela pode ser uma boa hora para começar a sentir pena da si mesma, e a solidão não demora a chegar. Afinal de contas, você é o que você pensa. As suas emoções são escravas dos seus pensamentos, e você é escravo de suas emoções." (Elizabeth Gilbert, "Comer rezar amar", pág. 140)

Acho sinceramente que eu deveria estar recorrendo a um livro de auto-ajuda agora. Não, brincadeira, acho esses livros um verdadeiro saco (me desculpem escritores desse tipo de livro e leitores dele). É lógico que qualquer um gostaria de saber o que fazer na hora certa, mas nem sempre o certo pra um é certo para você. Por exemplo, se algum livro de auto-ajuda dissesse que quando você acha que tem um problema que não dá para resolver, deveria se jogar de uma ponte, você seguiria isso? Acho que não... Mas esse não é nem o fato. O "divertido" em resolver problemas é achar o seu modo de resolvê-los.
Mas e quando não se tem modos? Precisa-se apenas esperar?
Dizem que o tempo é o curador de todos os problemas, por isso muitas pessoas o usam quando não arranjam mais o que fazer. O problema é que nem sempre esperar é agradável. Quer dizer, se enquanto se espera, ficam passando cenas do tal fato em sua cabeça e sempre te fazem chorar, um dia isso cansará. E o que fazer depois de cansar? Eu gostaria de ter essa resposta...
Como o texto acima disse, somos escravos de nossas emoções que são escravas de nosso pensamento. E, com problemas, é normal que os pensamentos não sejam os melhores. Então nossas emoções não serão as melhores nesse tempo de espera que precisaremos.
Às vezes, é um pouco impossível dar um sorriso verdadeiro nesses casos, ainda mais por um motivo tão pequeno quanto "estou vivo, vou sorrir." E esse motivo parece ainda menor em relação àquele poço de tristeza em que estamos nos afundando. E, novamente, a felicidade parece tão distante que nem uma lata de felicidade instantânea ajudaria. Talvez essa seja a hora para nos conhecermos melhor, a hora para entrarmos em contato com nós mesmos e procurar lá no fundo um motivo maior para sorrir. Mas, se esse contato não for possível, a tristeza continuará invadindo, ainda mais quando somos forçados a lembrar de tudo, a reviver cada momento. Ainda mais quando nos obrigam a cogitar tudo que aconteceria se tivéssemos feito diferente. E aí resolvemos brigar com nós mesmos quando a culpa não foi nossa.
Isso só nos faz ficar ainda mais tristes, confusos, irritados ou até com raiva. Não ajuda em nada. E começamos a reparar nas músicas que ouvimos, nas roupas que vestimos, em tudo a nossa volta, começamos a reparar em como tudo te lembra daquele momento, daquela pessoa, como tudo fica tão vazio sem ela. Seus domingos não são mais os mesmos sem ela para conversar... Nos vemos numa situação que só se pode pensar: "E agora, o que eu faço?" Chora... mas chora muito. Chora, porque você pode chorar em um dia e no outro estar melhor. Ou não, ou você passará dias chorando até que essa lembrança se apague, ou que fique tão distante que você não se lembre mais dos detalhes, ou até que pareça uma realidade tão longe de ti que chega a ser feliz. E aí você se lembra disso com carinho... Talvez seja aí que tudo fique bem.
Mas, para tudo isso acontecer, precisamos esperar... E a espera traz pensamentos, emoções, lembranças. Um dia, o tempo irá curar. Porém, quanto tempo precisaremos esperar até isso acontecer? Quantas coisas precisaremos reviver e sofrer até conseguir sorrir de novo?
Eu não sei...
Enquanto não acontece, o que me resta é pedir perdão pela falta de inspiração para escrever e pela falta de ânimo que está me cercando. A minha espera pode ser longa, ou não. Mas peço a vocês, urgentemente, que esperem por mim.

Realidade

A situação está crítica... Confesso que não sei se é só crítica no Rio ou em outros lugares também, mas vou focar no lugar onde moro.
É complicado... Imagine como é para pais e familiares verem pessoas muito próximas deles mortas por uma ação da natureza, por uma chuva. É fato que o Rio de Janeiro não estava e não está preparado para receber chuvas desse tipo, e que isso causaria efeitos drásticos, porém, mais de 100 mortos já é um absurdo.
Confesso também que não tenho acompanhado muita coisa, por mais que tenha vistos jornais e muita televisão que, a todo momento, passa informações sobre a chuva. Eu realmente não sei o que poderia ser feito quanto a isso. Mas, provavelmente, isso é um aviso da natureza. Já a maltratamos tanto e não é nem que ela queira nos maltratar, mas um dia ela iria reagir. Certo? Então talvez metade disso, ou um terço, ou 0,5% disso tudo seja culpa nossa.
Está começando uma campanha de doações de tudo que é necessário para as famílias desabrigadas. Não quero mandar aquele papo de ficar lamentando pelos outros e não fazer nada, mas, falando sério, se puder, ajude. Se eu puder, ajudarei também.
Tenho certeza que mais da metade dessas pessoas não merecia morrer assim. Acho que ninguém merece. E morreram em função de deslizamentos, afogamentos, tudo porque o lugar onde moram não é apropriado.
Ontem, estava vendo o Sérgio Cabral falar que ele avisou que deveriam conter o crescimento da Rocinha, porque era em um lugar perigoso e próprio para deslizamentos e que agora muita gente mora lá e isso não deveria ter acontecido... Mas, pensem bem, onde morariam todas essas pessoas, senão ali? Onde se instalariam todos esses "excessos"? Talvez a visão do governador seja um pouco...egoísta. Sem julgamentos, eu realmente gostaria de poder ajudar.
Não consegui estar em casa esses dias, tive que pedir "abrigo" a uma amiga minha e, por isso, pude acompanhar como tudo estava um caos. A Lagoa encheu, as ruas alagadas. Tudo, tudo terrível. E hoje, tudo cheio de terra. É desastroso. É angustiante saber que tantas pessoas morreram por isso, ou estão desaparecidas por causa disso.
Agora eu me pergunto: onde isso vai parar? Até onde a natureza pode reagir?
Pense.

terça-feira, 30 de março de 2010

Dependência

"Eu podia querer mais do que isso? - um abraço reconfortante por cinco segundos. Podia, mas eu sempre tive consciência de que querer não é poder. E, se isso aconteceu, eu já fiquei radiante, e já mudou meu dia todo e, consequentemente minha noite. É, eu obviamente sonharia com ele. Era como se eu realmente tivesse achado a minha metade. Mesmo que ela ainda não fosse minha por inteiro, ela estava comigo, agora. Pra mim, ela estava. E o que mais importava era isso, eu com ele e ele comigo. E com ele eu já estava há muito tempo. Com ele, eu vivia todos os dias. Eu me alimentava dele a cada segundo. Minha respiração e meus batimentos cardíacos dependiam dele. Pode parecer exagero, mas era isso que eu realmente sentia."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Zero

De uma forma ou de outra, eu sabia, tinha a mais absoluta certeza, de que, depois de uma semana, eu já não estaria postando tão freneticamente quanto nos outros dias. Mas é assim mesmo... não que as coisas comecem a se tornar uma obrigação e nem que fiquem menos divertidas, mas os assuntos somem por mais que nem metade deles esteja abordado aqui. E agora, preciso constar que me falta a tão amada inspiração. E não é que eu não veja tudo ao meu redor como uma fonte de inspiração, não é que as aulas de filosofia e todos os textos poéticos que eu leio ou ouço durante o meu dia não sirvam como assunto para minha escrita. É que, às vezes, eu preciso parar um pouco. Quer dizer, eu tenho vários assuntos que não englobaria aqui, que são muito pessoais e preciso escrevê-los em outro lugar. Quando eu digo 'parar', não é parar de escrever totalmente, mas sim pensar um pouco em mim, por mais que em todos os meus textos eu me coloque um pouco ou inteiramente dentro deles. Às vezes o que eu quero dizer, não pode nem ser escrito, só pensado. Ou eu ainda não sei de que forma escrever.
Mas, por mais que ande me faltando esse bem tão precioso, preciso dizer que ainda pretendo falar sobre as mais diferentes coisas, desde os preconceitos até o amor. E, quando eu encontrar algo dentro de mim que realmente possa definir o amor, eu escreverei. Porém, no momento, peço a compreensão para o fato de que zero inspiração é igual a zero texto.
Preciso de tempo... até porque passei uma semana inteira escrevendo. Minha cota semanal estava mais do que suprida, porém o estoque de pensamentos e reflexões não sobrou. Ainda restam textos, mas acho que histórias o tempo todo cansam... É, me cansam também. Só que, caso vocês queiram alguns textos antigos meus enquanto eu penso em algo que gostaria de contar e que sei desenvolver, me avisem.
Queria pedir desculpas novamente. E agradecer imensamente todos os elogios, todos os parabéns, todos os apertões nas bochechas, tudo. Está sendo essencial para mim. E saibam que, apesar de estar em falta com vocês e até comigo, isso já é uma grande parte da minha vida. Talvez, ultimamente, a parte que tem me dado mais alegrias. Gostaria que vocês entendessem os "buracos" que surgirem, daqui pra frente, entre um post e outro e que, se possível, continuem junto comigo. Porque, não canso de dizer, é isso que me faz continuar.
E mais ainda... muito obrigada pelos comentários lindos!!!!!!!!!
Beijos enormes.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A primeira vez

"Eu amava aquilo e sentia que ele gostava também. Eu sentia por ele algo cada vez mais forte, cada vez mais indescritível que não podia ser dito em palavras, algo que só se podia sentir mesmo. Era muito intenso, forte, poderoso, e me dominava por inteiro.
Nunca me esqueço do dia em que nos pediram para sair de sala para avisar algo à coordenadora. Eu fui abrir a porta, mas não estava conseguindo girar a maçaneta. Ele colocou a mão sobre a minha e girou-a junto comigo. Meu coração deu um pulo e acho que foi nesse momento que meu sentimento de desencadeou de vez. Ele crescia a cada dia mais, me fazendo ficar uma boba apaixonada. E, logo, todos sabiam do que eu sentia por ele. Menos ele. Eu não sabia o significado do amor, mas dizia que o amava. E, sim, eu o amava com todas as minhas forças como eu jamais amei ninguém.
Era algo que tomava conta de mim, e dava vontade de me entregar, mesmo que eu não soubesse de que maneira eu poderia o fazer. Era algo que vinha do fundo da minha alma, do meu coração e percorria meu corpo todo, como se fizesse parte do meu sangue. Aos poucos, era aquilo que me fazia viver. Eu estava viciada, e a droga era o amor.
Nós conversávamos muito por MSN, como se fôssemos amigos há anos. Eu amava conversar com ele, eu amava o jeito dele, eu o amava. Por inteiro, com cada parte de mim, com cada parte do meu coração, da minha alma, do meu ser. Eu o amava e disso eu tinha a mais absoluta das certezas, e era tanto amor que eu não poderia mais esconder. Tanto não poderia que não escondi." (Lembranças do meu primeiro amor, em 2005)

Quero formalmente pedir desculpas por não estar postando frequentemente minhas reflexões. É que eu ando doente, com dor de cabeça e não consigo pensar muito para escrever algo bonito. Então, como já tenho uns textos prontos aqui, arranco parte deles para postá-los. Mas, se Deus quiser, já estarei voltando à ativa amanhã... Só não pensem que se livrarão dos meus trechos de textos e diálogos! Não vivo sem eles...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu, simplesmente...

- E eu descobri... – ele pausou e eu sorri, encorajando-o a continuar – que era você o tempo todo. Quando eu ouvia alguém chamar meu nome, era você. Nas noites em que fiquei pensando em algo que me fazia bem, era você. Os melhores sonhos da minha vida eram com você. E foi sempre com você que eu quis ficar, e, agora, mais do que nunca, é com você que eu quero estar. Eu, simplesmente... Te amo – ele foi se aproximando de mim, enquanto as cortinas iam se fechando lentamente, dando a entender que um beijo viria a seguir.
A cortina se fechou e tudo que eu pude ouvir foram os inúmeros aplausos que se seguiram. Podia ouvir assovios e pessoas gritando meu nome. Uma emoção indescritível. Olhei para o lado e ele me observava, com os olhos brilhando. Sorri para ele, numa demonstração exagerada de felicidade.
- Conseguimos! – eu pulei nas costas de meu melhor amigo e ele me segurou, levando-me para cumprimentar todos os nossos parceiros de teatro.

terça-feira, 23 de março de 2010

Fragmento de uma carta

"(...) E tudo que eu desejo é que você sinta por mim, pelo menos, metade do que eu sinto por você; que eu possa provocar em você, pelo menos, um terço dos efeitos que você provoca em mim. Eu só quero que você pense em mim, em um dia, pelo menos uma vez. E que você saiba que, a cada respiração minha, estou pensando em você."
Ana Cristal Barroso em meados de 2009.

domingo, 21 de março de 2010

Esconderijos involuntários

Existem apenas duas coisas que me desligam completamente do mundo: o mar e o céu. Não digo a escrita, porque escrever sempre me remete a algo que talvez eu queira esquecer, mas é uma forma de desabafo e alívio. O mar e o céu não são desabafos, são as duas maneiras que encontrei de fugir um pouco dos meus problemas, não de resolvê-los. E não é que eu goste de fugir dos problemas, de não ter uma resposta para eles, mas acontece tão involuntariamente que acaba se tornando um alívio e um descanso para mim.
Enfim, o mar é uma coisa tão linda, tão infinita que me encanta. Toda vez que vou à praia e entro nele, todas as minhas tristezas, alegrias, mágoas, angústias, tudo some. Tudo se torna apenas um pequeno ponto em meio àquela imensidão toda. Os problemas são finitos em meio àquela infinidade de água a minha volta. E acho que toda essa imensidão, toda infinidade serve pra realmente nos mostrar que existe algo muito maior do que os problemas, que nossos problemas são míseros pontos comparados aos problemas dos outros ou até mesmo à maravilha do mar. Fora que mergulhar é algo que nos purifica, é como se a água fosse feita para nos limpar, tirar tudo que há de ruim em nosso corpo, todas as lembranças que nos atormentam, mesmo que seja só por um breve momento. É como se tomássemos um banho purificador e nos curássemos de todas as dores naquele minuto em que estamos ali. É algo que, definitivamente, me tira da minha vida para me transportar para um mundo onde só há alegria e sorriso.
E o céu... Ai, o céu! Existe coisa mais bonita do que olhar pela janela e ver a lua cheia e aquela "multidão" de estrelas a olhar para você? Sou maravilhada pelo céu. Várias noites, vou até minha janela e fico parada, olhando para as estrelas, conversando com as estrelas e procurando nelas algum sentido para continuar, ou apenas procurando respostas. A Lua me tira do meu estado normal de tal forma que passo a venerar o céu e, às vezes, acho neles as minhas respostas. O céu me faz acreditar que há alguém acima de nós, olhando por nós. O céu é minha ligação mais intensa com Deus, faz com que eu pense que Ele está realmente próximo a mim e me dará qualquer resposta que eu quiser. Já cansei de fazer pedidos às estrelas e tentar achar nelas algum motivo para viver, ou apenas um "por que estou aqui?". Acho que são muito mais do que coisinhas brilhantes no céu, acho que representam todos que já passaram por aqui, lutaram, foram felizes, fizeram pessoas felizes e morreram. É algo muito mais valioso e belo do que sequer podemos imaginar.
Com isso, convido vocês que estão lendo o primeiro texto em que falo diretamente de mim (deixando bem claro que todos eles tem um pouco de mim, mas são voltados a todos que sentem ou já sentiram o mesmo que eu), a experimentarem essa ligação tão próxima com o divino, com o grandioso. Experimente ir à praia sorridente e dar um mergulho, ou, em uma noite estrelada, olhar para o céu como quem não quer nada e talvez descobrir formas nas estrelas. Revigora, purifica. É bom para todos os tipos de pessoas! E, um dia, se puder, arranje um lugar bem lindo, deite na grama e fique olhando atenciosamente para o céu. Mas, quando o fizer, não esqueça de me chamar!

sábado, 20 de março de 2010

"Do they?"

'Fairytales don't always have a happy ending, do they?'
Quando eu tinha cinco anos, meu sonho era viver um conto-de-fadas. Literalmente, eu sonhava com meu castelo envolto por campos floridos e lagos enfestados de golfinhos. Um dia, aparecia um príncipe em um cavalo branco que, mais tarde, se casaria comigo.
Sempre fui apaixonada por fantasias. O problema é quando essas fantasias se tornam objetivos reais. Qual a garota que nunca teve o sonho de encontrar seu príncipe encantado? Ou da fada madrinha transformá-la? Qualquer coisa...
Ao viver a vida, vamos percebendo que contos-de-fadas são histórias que, realmente, não podem acontecer no nosso cotidiano. Até porque a maneira que vivemos hoje é muito diferente da maneira com que eles viveram na época em que os contos foram escritos. Não existem castelos envoltos por campos floridos e lagos enfestados de golfinhos, não existe fada madrinha e, principalmente não existem príncipes. Cavalos brancos podem até ser reais, mas príncipes não.
Ao longo do tempo, nota-se que as pessoas são imperfeitas demais para serem príncipes ou princesas de contos-de-fadas. Não que imperfeição seja uma coisa ruim, quer dizer, se todos fossem perfeitos, a vida seria um verdadeiro lixo. Mas a maioria não possui a sensibilidade necessária para tornar uma história que nos parece surreal, real. Com o tempo, vamos nos magoando com as pessoas e, por mais que tenhamos pensado ser um príncipe, não era nada do que imaginávamos. Aí pensamos: "Foi melhor assim. Ainda não era a minha vez de ter uma história linda". Afinal, contos-de-fadas sempre tem um final feliz, certo? Certo. E isso é o que menos vemos ultimamente, finais felizes. Os que tem são os poucos privilegiados pela vida.
Acho que o problema, hoje em dia, é que talvez não consigamos abrir mão de coisas que pensamos, ou de coisas de nossa própria vida, para viver um amor, uma paixão, que seja. Não tentamos entender a cabeça do outro ou deixar de ser orgulhosa(o) pelo menos uma vez para tentar, por exemplo, acabar com uma briga. E outro ponto é que muitos casamentos tem acabado porque o casal não luta por ele; na primeira adversidade, quer pedir os papéis do divórcio. Para que casar então?
Casamento, amor e afins se tornaram coisas tão banalizadas, que tenho medo de pensar como será daqui a alguns anos.
Uma coisa é certa: príncipes não existem. Pode ter, em algum lugar - e acredito seriamente nessa hipótese -, alguém que esteja esperando para te fazer feliz. Mas, na história de vocês, sempre haverá brigas, desentendimentos, nem tudo será bonito. O que adiantaria se tudo fosse perfeito? Qual seria a graça se não tivéssemos que lutar para ter um final feliz? Talvez receber amor, carinho e compreensão compense todos esses erros dos dois... quem sabe? Aí talvez tenhas a chance de viver uma história tão linda quanto a dos contos-de-fadas, ainda mais bonita porque, a cada briga, o amor irá se renovando, então, finalmente poderemos saber se serás feliz para sempre.

Imperfeição perfeita

- Será que você poderia ser um pouco normal de vez em quando?
- Como? – ele ergueu as sobrancelhas, preocupado.
- É... você sempre sabe o que dizer, você parece tão irreal. Será que conseguiria ser menos perfeito alguma vez? – sorri, envergonhada.
Ele deu uma gargalhada gostosa: - Eu pensei que você gostasse...
- Sim, eu gosto. É claro que eu gosto de saber o que fazer... Mas é que você... você é tão perfeito! Sabe, eu não gostaria de me apaixonar por você, igual a todas as outras – corei – Você poderia tentar ser normal?
- Se você se apaixonasse por mim – disse, ignorando a minha pergunta –, eu não daria atenção a nenhuma outra. Eu escolheria você.
Um sorriso brotou em meus lábios, acompanhado imediatamente pelo brilho em meus olhos. Brilho que também dominava os olhos dele: - Por quê? – perguntei.
- Porque você é diferente de todas. Você é o ser imperfeito mais perfeito que existe. E eu agradeceria todos os dias se isso acontecesse porque, bem, porque eu já sou completamente apaixonado pela sua imperfeição.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Entre estudos e reflexões

Tudo ao meu redor me inspira, me faz refletir. Tudo que está a minha volta é motivo para reflexões e críticas internas. Por exemplo, na quinta-feira, minha professora de História explicava o final da Idade Média, o feudalismo. Época em que a sociedade era dividida em nobres e não-nobres e, obviamente, os nobres eram privilegiados. Nobres eram os cleros, reis, parentes de reis e o resto das pessoas importantes. Não-nobres eram os trabalhadores urbanos, camponeses e servos (que talvez significassem a mesma coisa). Ela explicou também que, naquela época, as pessoas eram importantes se o berço delas foi nobre, se tinham sangue azul. E, mesmo assim, se quisessem mudar sua posição na sociedade, não poderiam. Porque, quem nasce sem sangue azul, infelizmente não pode fazer transfusão. O que me chamou mais atenção foi que, após essa discussão, ela enfatizou que, hoje em dia, não é mais assim. As pessoas são importantes pelo dinheiro que tem, podendo mudar facilmente de classe social. Mesmo assim, é pelo que elas tem, não pelo que são.
Outro ponto importante, eu percebi em minha aula de Artes, na terça-feira, onde minha professora falou sobre os padrões de beleza impostos pela sociedade. Padrões esses que às vezes não tem nada a ver conosco (por exemplo: seios fartos não são características de brasileiras). E que as pessoas fazem qualquer coisa, passam por qualquer dor para ser do jeito que o resto impõe. Ou seja, a quantidade de loiras de cabelos alisados, com silicone e todas as outras coisas que foram feitas para bumbuns, bocas e mais o resto da face, é enorme. As pessoas praticamente se tornaram iguais...
Juntando essas duas coisas que, aparentemente, parecem nada ter a ver, eu lanço uma pergunta: É isso que realmente importa no ser humano?
Quer dizer, o que as pessoas tem vão dizer o que elas são? No meu ponto de vista, não é bem assim. Uma das coisas mais bonitas em qualquer pessoa é o caráter. Mas quem liga para caráter hoje? Se for um rostinho bonito, ok, estamos aí. Não vou ser hipócrita e dizer que beleza não conta, porque conta, mas a humanidade fez com que ela contasse demais e o que a pessoa realmente é, não valesse nada. É absurdo o modo como algumas pessoas ainda são tratadas com inferioridade. "Estamos no século XXI" também vale para isso. Estamos numa sociedade que tem tipos de pessoas diferentes, afinal, a miscigenação aconteceu, e que todas deveriam ser respeitadas independente da beleza ou classe social. Não é o dinheiro que vai caracterizar o caráter de alguém, muito pelo contrário!
Sinceramente, existem pessoas que são bonitas pelo que elas são por dentro. Podem até serem bonitas por fora, mas o interior é tão belo que conta muito mais. É lógico que todos querem usar e abusar das maquiagens, até sou a favor disso, e todos querem ser bem sucedidos em suas profissões. Ótimo. Muito bom mesmo, meus parabéns a vocês! Mas nunca se esqueça dessas pessoas que estão trabalhando para colher os legumes e verduras que você come, para fazer os sucos que você bebe. Elas podem valer muito mais do que o integrante do Big Brother Brasil que ganhou um milhão e meio. E aí? Ele(a) é lindo(a), gato(a) e maravilhoso(a)? Pergunto de novo, e aí? Às vezes não tem caráter nenhum, não tem personalidade própria e não sabe batalhar pelo que quer... Nada contra o BBB, nada contra pessoas ricas, nada contra ninguém específico. É apenas um exemplo, só para relembrar.
Se ao final de tudo, você estiver pensando "ah, isso é papo de gente feia e pobre", tudo que eu tenho pra te dizer é: desculpe-me se eu dou valor às pessoas e se eu ligo para o que há de mais bonito nelas.
(Revoltei? hihi)